Nesta quarta-feira (29), o Jornal Nacional percorreu alguns dos lugares mais atingidos de Belo Horizonte e registrou uma transformação impressionante do cenário urbano


Chuva transforma o cenário original das ruas de Belo Horizonte


Temporal destruiu asfalto, avenidas, ruas e inundou de lama um campo de futebol, deixando na cidade cenas de destruição.


Por Jornal Nacional



Chuva transforma o cenário original das ruas de Belo Horizonte

A Avenida Teresa Cristina é uma das mais importantes de Belo Horizonte — são dez quilômetros que ligam dezenas de bairros ao Centro. Imagens mostram o trecho em 2019, muito diferente desta terça (28). Um morador filmou o momento em que a chuva destruiu parte da avenida, que, nesta quarta (29), amanheceu de outro jeito.


Agora, quatro quarteirões da avenida estão fechados, o que traz um transtorno danado para o trânsito. Seria mesmo impossível passar pelo local: a cratera tem dez metros de comprimento, seis de profundidade. Saiu arrastando três faixas de asfalto e a tubulação que levava a água da chuva para o Ribeirão Arrudas.


Dona Tânia viu tudo de casa.


“Foi horrível. Um desespero”, contou.


No bairro Buritis, os carros pararam em cima da calçada na noite desta terça. A avenida de um cruzamento movimentado ficou sem asfalto da calçada ao canteiro central. Um campo de futebol com gramado sintético amanheceu nesta quarta cheio de lama.


A rua Marília de Dirceu, um dos pontos mais tradicionais no bairro de Lourdes, amanheceu destruído. A professora Luciana custa acreditar que esse é o mesmo lugar onde ela passa todo dia.



“Parece que jogou uma bomba. Ninguém diz que é o meu bairro. Outra coisa”, afirmou.


Um outro quarteirão também está irreconhecível. No lugar de asfalto, só barro. A calçada, tão movimentada, está cheia de entulho. E o ponto de aluguel de bicicletas? Desapareceu.


A Avenida Prudente de Morais para o Saulo era um paraíso, mas, na manhã desta quarta, quando ele chegou para procurar a kombi, não acreditou no que viu.


“Carro por cima um do outro, tombado”, contou.


O Sérgio está impressionado com o que a avenida virou.


“Parece outro lugar. Lá na frente dá para ver o rio passando debaixo do asfalto”, disse.


As mesas de uma pizzaria ficavam do lado da rua. A água desta terça invadiu tudo e, da varandinha, os clientes ficaram assistindo os carros boiarem. Cena que vai ser difícil tirar da cabeça.


“O dia 28 com certeza vai ser um dia lembrado para a gente como um dia trágico. Um dia que mudou o cenário da nossa região."

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