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Castilho

A secretaria municipal de Saúde realiza campanha para incentivar os castilhenses a devolver medicamentos que, por algum motivo, deixaram de ser consumidos durante o tratamento. 


Saúde castilhense incentiva devolução de remédios que sobram

CASTILHO – Além de combater a automedicação, a iniciativa visa evitar danos ambientais causados pelo descarte inadequado e otimizar recursos com o reaproveitamento daquele remédio que ainda esteja no prazo de validade e que não tenha sido violado.
Para a secretária da saúde, Janini Nascimento, os medicamentos não utilizados e que forem devolvidos poderão acarretar em diminuição dos custos com a compra de novos remédios. “Hoje uma das maiores despesas são com a compra de medicamentos”, diz a secretária. Mas ela ressalta que o objetivo principal não é econômico e sim garantir a segurança dos pacientes. “Se esse medicamento vai para a farmacinha caseira, pode ser ingerido por uma criança ou consumido pelo paciente em outra ocasião, sem orientação”, alerta.”Os remédios devolvidos serão avaliados pela equipe farmacêutica do CIS (Centro Integrado de Saúde. Já os medicamentos rejeitados ou vencidos  serão descartados conforme a legislação. 
A secretária lembra que essa mesma campanha já foi realizada em Castilho pelo ex-diretor da Saúde, Lourival da Cruz, e deu muito certo. Ela espera obter o mesmo sucesso.
Levantamentos feito junto ao sistema de controle de dispensação de farmácia municipal de Castilho observou-se que foi dispensado ao mesmo  paciente em menos de dois a 4 dias novas receitas. “Isso leva a entender que o medicamento prescrito anteriormente foi suspenso e com isso não foi utilizado”, deduz Janini.
FARMÁCIA CASEIRA - Conforme explica a farmacêutica Valeria Cristina Nascimento, a população costuma manter em casa uma farmácia com todo tipo de medicamento, desde aquele receitado pelo médico para tratar doenças específicas de alguém da família até aqueles não controlados ou que não exigem retenção de receita.
O problema ocorre quando algum parente adoece e se recorre a esses medicamentos. A situação piora quando esse medicamento se mistura a outros remédios já utilizados pelo paciente.  "O princípio ativo de um medicamento pode anular o de outro ou, pior, provocar reações nocivas ao organismo", explica a farmacêutica.
Ela considera que a facilidade no acesso a medicamentos forma uma perigosa combinação que favorece a automedicação.  Para se ter uma ideia, o Brasil se posiciona atualmente como o 4º mercado de consumo de medicamentos no cenário mundial, sendo o país com o maior número de farmácias do mundo (60 mil estabelecimentos), numa proporção de 3,34 farmácias para cada 10 mil habitantes, quando o recomendável pela OMS é 1 farmácia a cada grupo de 10 mil. "Cerca 80 milhões de pessoas são adeptas da automedicação no país, fato que nos deixa muito preocupados pelos riscos da automedicação".                       
Segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox 2010), da FioCruz, os medicamentos são a primeira causa de intoxicação na população desde 1994, sendo responsável por 40% das internações por intoxicação no Brasil e por 27,8% das 86.700 intoxicações registradas no sistema. As crianças menores de 5 anos representam cerca de 35% destes casos.
ENTREGA – Os locais para devolução desses remédios foram definidos pela própria secretária de Saúde. “Estamos propondo até quatro opções aos moradores: Farmácia do CIS, UBS do Alípio, UBS do Laranjeiras ou até mesmo para os agentes dessaúde durante visita domiciliar”, concluiu 

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