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Informe da Região

Os funcionários dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (27) em praticamente todas as unidades da região de Araçatuba.










Trabalhadores dos Correios entram em greve e paralisam entrega de correspondências
LR1 - Kaio Esteves
ARAÇATUBA


Com paralisação, entregas usadas para entregas ficaram estacionadas em unidade de Araçatuba (Foto: LR1)


A greve acontece em nível nacional e também atinge unidades de outros estados brasileiros.


Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a paralisação foi motivada pelas ameaças de privatização dos Correios, as demissões e o fechamento de agências em todo o Brasil.

A estatal teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos.

“Os Correios sempre foram um orgulho para o povo brasileiro, mas de uns tempos para cá o serviço piorou e os próprios trabalhadores não estão felizes com isso. O governo está tentando forçar a população a acreditar que o melhor caminho é privatização, mas isso só vai piorar as coisas. Queremos mostrar isso, por isso estamos parados”, explicou Silvio Prudêncio, presidente do sindicato da categoria em Araçatuba e região.

“De Lins a Castilho, em todas as unidades tem gente de braços cruzados. A maior parte são os carteiros, responsáveis pelas entregas das correspondências. Em três, quatro anos, perdemos mais de 20 mil funcionários e não houve concurso para repor. Queremos voltar a ter esse orgulho e acabar com isso”, afirmou.

Cidades como Guararapes, Andradina, Penápolis, Mirandópolis e Valparaíso estão com os serviços 100% paralisados. “No geral, na região, 90% estão parados. Isso do setor de entregas. No caso dos atendimentos nas unidades, a adesão foi menor”, disse o sindicalista.


Ontem, algumas pessoas foram até uma das unidades de distribuição da cidade para reclamar do serviço e pedir que as correspondências fossem entregues. Havia pelo menos sete viaturas do Sedex paradas em frente à unidade, já que os trabalhadores estão parados.

Apenas uma folha sulfite informando sobre a greve foi colocada no portão e um funcionário orientava os presentes.

Segundo a federação, a possível “privatização” coloca em risco o direito da população aos serviços dos Correios, já que a empresa tem fechado agências em cidades menos lucrativas.

“Mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil”.


Já os Correios classificou como “irresponsável” a decisão de optar por uma paralisação neste momento, “uma vez que a direção está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”. A empresa disse, ainda, que irá adotar medidas para que os serviços não sofram interferências.

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