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2017/05/05

O policial civil Sérgio Barbosa morreu após ter a moto que conduzia atingida por um veículo



Imagen de Roni Willer 












O acidente ocorreu na estrada SPV-8, que liga as cidades de Castilho e Nova Independência, por volta das 20h desta quinta-feira (4). Ele foi socorrido com vida, mas acabou morrendo no caminho para o hospital.
O condutor do veículo que bateu na moto fugiu e não foi encontrado. A Polícia Militar está buscando identificação. O condutor, caso seja capturado, deve responder pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo.
Segundo apurado pela reportagem, o policial seguia com sua moto, uma Honda XRE-300, pela estrada, tendo seu filho, um adolescente, na garupa. Porém, no quilômetro cinco, o veículo acabou, por motivos desconhecidos, saindo da via batendo de frente na motocicleta.
FRATURA
O policial foi arremessado para fora da pista, em meio ao mato, onde ficou caído insconsciente. Ele sofreu fratura exposta no fêmur e perdeu muito sangue. O filho dele, que foi jogado um pouco mais a frente, teve escoriações também na perna, mas não corre risco de morte.
Bombeiros de Andradina foram deslocados e, devido à distância, demoraram a socorrer o policial. Ele foi encaminhado para Andradina em estado gravíssimo, mas, no caminho, acabou morrendo.
O policial estava trafegando sentido a Castilho, se dirigindo a um sítio da região. Já o condutor ia pelo sentido contrário. O acidente ocorreu próximo à antiga usina. (Colaborou Roni Willer)

O Homem vai....a história fica😢

Homenagem ao amigo Sérgio Barbosa!!!

A morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer.
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis.

Qual é? Morrer é um clichê.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.



Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e
morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça. (PEDRO BIAL)

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