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Andradina

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 8, a 2ª fase da Operação Greenfield. O mandado de prisão temporária é contra o empresário Mario Celso Lopes, antigo parceiro de negócios da holding J&F, segundo investigadores.

PF deflagra Greenfield e prende empresário parceiro da J&FAlvos da etapa 2 da operação, deflagrada nesta quarta-feira, 8, são investigados 'por fazerem parte de um esquema de cooptação de testemunhas que poderiam auxiliar as investigações, eventualmente ocultando provas úteis ao esclarecimento dos crimes'

Fabio Fabrini, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

 Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal





Em nota, a Federal informou que 30 policiais federais cumprem seis mandados de busca e um mandado de prisão temporária: 5 no estado de São Paulo e mais duas no Mato Grosso do Sul. Todas ações, inclusive o cumprimento de um mandado de prisão temporária, acontecem por determinação do juiz Vallisney de Souza, titular da 10ª Vara da Justiça Federal no DF.
A primeira fase da Greenfield foi deflagrada em setembro de 2016. A investigação apura desvios de R$ 8 bilhões nos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ e Postalis. A ação conjunta da Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc e a Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
Segundo a PF, os alvos desta nova fase da Greenfield são investigados ‘por fazerem parte de um esquema de cooptação de testemunhas que poderiam auxiliar as investigações, eventualmente ocultando provas úteis ao esclarecimento dos crimes apurados pela Operação Greenfield’. A suspeita é que um contrato de R$ 190 milhões entre os dois principais sócios de um dos maiores grupos empresariais investigados pela Greenfield tenha sido empregado para mascarar o suborno a um empresário concorrente para que não revelasse informações de interesse da investigação.
A suspeita, trazida por uma testemunha à investigação, é que o contrato de fornecimento de massa florestal de eucalipto para produção de celulose seja apenas uma forma de recompensar o silêncio de um ex-sócio que poderia auxiliar a investigação.
A reportagem encaminhou e-mail solicitando posicionamento da J&F. A Funcef informou, por meio de assessoria, que não comenta o caso.

fonte : Estadão

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